Esse artigo é um resumo do capítulo 7 do meu Guia de Planejamento de Viagens. Caso ainda não tenha o seu exemplar, baixe aqui gratuitamente e acesse todas as estratégias e dicas para montar o planejamento completo da sua próxima viagem.
Resumo em 1 minuto
Defina a meta (destino, datas, viajantes, origem) e transforme o sonho em objetivo mensurável.
Levante custos por categoria (passagens, hospedagem, ingressos, seguro, transporte, comunicação, alimentação).
Mapeie recursos (dinheiro, milhas/pontos, diárias grátis, saldo em programas).
Monte o plano (ações, prazos, responsáveis) e acompanhe mensalmente.
Otimize com milhas/pontos (cartões, compras bonificadas, transferências com bônus).
Programe as compras por item (o que comprar antes, durante e depois).
Escolha como levar o dinheiro (espécie, cartão, conta global) e reduza custos.
O que é planejamento financeiro (para viagem)
É o processo de alcançar uma meta gerenciando bem os recursos que você tem e os que precisa gerar. Ele responde:
Onde estou agora (recursos disponíveis)
Para onde quero ir (meta da viagem)
O que fazer para chegar lá (ações, prazos, responsáveis)
Em viagem, isso se traduz em definir destino, período, tamanho do grupo e orçamento, estimar custos por item, projetar entradas mensais (R$ e milhas) e executar.
Por que planejar as finanças da viagem
Encontrar um “super desconto” não adianta se você não estiver preparado para pagar no momento em que a oportunidade aparecer. A diferença entre viajar e adiar é, quase sempre, organização. O planejamento financeiro é a ponte entre a sua situação atual e o seu objetivo de viagem: mostra onde você está, aonde quer chegar e o que precisa fazer para atravessar.
Benefícios imediatos
Visão clara dos custos e do calendário de compras
Mais chances de aproveitar promoções reais
Tempo para juntar dinheiro/milhas sem estresse
Controle de gastos e menor risco de dívidas no pós-viagem
Os 4 pilares do seu plano financeiro
1) Meta (o “o quê”)
A meta aqui é o nosso objetivo, o que iremos buscar: a nossa viagem dos sonhos.
Você precisa ter claramente definido: destino, datas, viajantes, origem e horizonte de tempo até a viagem.
Ex.: “Orlando, 02/05 a 17/05/2026, 2 adultos + 2 crianças, saindo de São Paulo.”
Dica: inclua pré-requisitos (visto/passaporte) e só comece compras irreversíveis quando estiver com tudo aprovado.
2) Recursos necessários (o “quanto custa”)
Agora que já tem uma meta claramente definida, precisa saber quais são os recursos que necessitará para realizá-la.
Liste e precifique cada categoria. Como referência (exemplo real de viagem com parques Disney, detalhado no Guia de Planejamento de Viagens, clique aqui e baixe o seu gratuitamente):
Ingressos ~38%
Alimentação ~22%
Passagens ~17%
Hospedagem ~10%
Mobilidade urbana ~9%
Seguro-viagem ~3%
Comunicação ~1%
Use esses percentuais apenas como ponto de partida e adapte ao seu destino/estilo.
3) Recursos disponíveis (o “quanto tenho”)
Esse ponto é muito pessoal e você precisa avaliar todas as receitas, despesas e sobras do seu orçamento mensal. Você também precisa discutir esse pontos com todos que contribuirão financeiramente para a viagem. Você pode considerar:
Dinheiro: reserva atual + quanto consegue poupar por mês até cada compra.
Milhas e pontos: saldo atual em programas fidelidade de companhias aéreas/bancos/outros + projeção de acúmulo (cartão, compras bonificadas) e transferências com bônus até a data estimada para realizar a compra dos itens da viagem.
Créditos: diárias grátis, cupons, vouchers.
4) Ações, prazos e responsáveis (o “como chegar lá”)
Como já temos uma meta claramente definida (inclusive com uma data), também já identificamos os recursos que precisamos e o que já temos disponível, falta agora complementar nossa necessidade.
Para cada item não coberto em 100%, você precisa estabelecer:
- Ação (o que será feito)
- Prazo (quando)
- Responsável (quem)
Exemplos práticos
Ação 1: Identificar produtos/serviços da família que serão comprados no próximo ano (base para compras bonificadas).
Prazo: 10 dias | Responsável: Viajante 1Ação 2: Preencher planilha (empresa parceira, valor, pontos/real, bônus alvo, programa de destino).
Prazo: 10 dias | Responsável: Viajante 1Ação 3: Monitorar promoções e efetivar compras planejadas.
Prazo: até 6 meses antes | Resp.: Viajante 2Ação 4: Transferir pontos para cias aéreas/hotéis nas janelas bonificadas.
Prazo: até 5 meses antes | Resp.: Viajante 3Ação 5: Comprar itens da viagem (respeitando datas-limite por categoria).
Prazo: até 4 meses antes | Resp.: Viajante 3
Rotina: faça revisões quinzenais — o que entrou, o que saiu, o que falta.
Como precificar sem dor de cabeça
Crie uma planilha com colunas: data da cotação, fornecedor, valor em R$ e em milhas, data-alvo da compra, recursos disponíveis, entradas previstas (R$ e milhas) até a compra.
Evite média cega: registre a faixa observada (mín/máx) e use o pior cenário para não faltar recurso.
Trate milhas como moeda: para cada item, compare R$ x milhas (incluindo custo que teve para gerar/transferir).
Distribua por programas: prefira pagar integralmente um item dentro de um programa/conta para simplificar.
Caso deseje uma planilha completa para planejar todos os itens da sua viagem, incluindo cada ponto abordado nesse artigo, clique aqui e baixe gratuitamente o Guia para Planejamento de Viagens e a Planilha de suporte. Nesse material você também terá acesso a explicações e todo o passo-a-passo das principais ferramentas, estratégias e dicas para você organizar cada item da sua viagem.
Estratégias para uma renda extra (dinheiro, milhas e pontos)
Viajar exige planejamento financeiro, e uma das formas mais eficazes de tornar esse objetivo possível é buscar alternativas de renda extra. Em vez de depender apenas do salário principal, vale a pena explorar diferentes formas de ganhos que podem ser direcionadas especificamente para criar um fundo de viagens. Isso garante mais tranquilidade, sem comprometer o orçamento mensal, e abre espaço para transformar o sonho de conhecer novos destinos em realidade. A seguir, vou compartilhar exemplos práticos de como juntar uma renda extra para viajar.
A) Cartões de crédito (base do acúmulo)
Concentre gastos no cartão que melhor pontua para o seu objetivo (cia aérea ou banco).
Aproveite campanhas de pontuação turbinada e benefícios (seguro-viagem, proteção de preço, salas VIP etc.).
Regra de ouro: cartão nunca vira dívida — use apenas com orçamento definido.
B) Compras bonificadas (o multiplicador)
Acompanhe os hubs de ofertas dos programas (marketplaces parceiros).
Compare o preço do produto fora da promoção: evite pagar “pontos caros”.
Monte um calendário de compras por sazonalidade (Black Friday, volta às aulas).
Combine com transferência bonificada (ex.: 80%–120%) para dobrar o efeito.
C) Compra de milhas/pontos (cirúrgica)
Use apenas quando a compra fecha a conta de um resgate vantajoso.
Calcule o custo por mil milhas e compare com o preço em dinheiro do mesmo item.
Evite estocar milhas sem plano: elas desvalorizam e expiram.
D) Programas de Afiliados
Verifique nas diversas plataformas de afiliados (Hotmart, Monetizze, etc.) os infoprodutos que mais se identificam com você e promova-os entre amigos, familiares e redes sociais para obter uma renda extra.
E) Preste serviços no seu tempo livre
Procure alguma atividade que tenha mais facilidade de ajudar outras pessoas, tais como: Cuidador de idosos, babá, professor particular, marido de aluguel, motorista de aplicativos, etc.
Dica: Veja aquias 18 dicas que a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios para você obter uma renda extra.
Estratégias que somam (na prática)
Reserve com cancelamento grátis → continue monitorando preço e refaça a compra se cair.
Distribua itens entre programas onde você tem saldo + bônus (ex.: All Accor, Smiles, Azul, Latam) — e concentre cada item em um programa para simplificar.
All Accor (hotéis Accor): 2.000 pts = €40 (valor fixo). Transferências bonificadas (Livelo/Smiles/Azul/Latam → ALL) podem gerar 40%+ de economia e protegem do câmbio.
Rewards Hoteis.com: a cada 10 noites pagas, 1 noite de recompensa (~10% de volta).
Genius Booking: 10–20% OFF + upgrades/café em propriedades participantes.
Cashback (TopCashback EUA/UK) + conta global (Wise/Nomad) → reduz o custo efetivo.
Quando comprar cada item (timing que poupa dinheiro)
Saber quando comprar é tão importante quanto saber onde comprar. Por isso você precisa estar atento a alguns pontos para garantir um bom negócio:
Passagens: monitore com antecedência, defina preço-alvo e dispare alertas; trate a emissão como o ponto de não retorno. Detalhei esse tópico no no artigo sobre a Compra de passagens aéreas.
Hospedagem: garanta tarifa com cancelamento grátis e revisite preços; troque se pintar oferta melhor. Detalhei esse tópico no no artigo sobre Como reservar sua hospedagem ideal.
Ingressos: compre cedo se há risco de esgotar ou de alta; senão, espere janelas de promoção. Veja mais sobre o assunto no artigo Comprando os ingressos da viagem.
- Seguro-viagem: cote e compre 2–3 meses antes. Esse ponto é fundamental para assegurar sua tranquilidade no destino. Eu detalhei todos os comparadores de preços no artigo Como escolher e onde comprar seu seguro-viagem para você saber como escolher a melhor franquia e o melhor comparador para adquirir seu seguro-viagem.
Mobilidade: compare aluguel x transporte público; avalie estacionamento e pedágios. No artigo Como se locomover na viagem, eu explico as principais formas de se locomover no seu destino. Esse ponto é fundamental para você economizar tempo e aproveitar ao máximo cada momento.
Comunicação: Assegure seu eSIM/chip/Roaming com antecedência para entrega/ativação. Se manter conectado atualmente é segurança e praticidade. Acessar mapas, meios de transporte, reservas, postar nas redes sociais são alguns dos benefícios que as diversas formas de comunicação oferecem atualmente. Veja tudo isso muito bem detalhado no meu artigo 100% conectado na viagem.
Como levar dinheiro na viagem
Existem diferentes maneiras de levar dinheiro para o exterior. Veja quais são as principais delas.
Opções: espécie, cartão de crédito, conta digital global (débito), travel money e remessas.
Na prática, a melhor relação custo/segurança tem sido conta global + débito (IOF menor e boa cotação), com uma reserva em espécie e crédito para cauções/emergências.
Meu setup recomendado:
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Pequena quantia em espécie (e saques se necessário).
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Conta global (Wise/Nomad) no débito para gastos do dia a dia.
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Dois cartões de crédito habilitados (cauções, emergências).
Abra sua conta global: Wise (transferência com isenção inicial) e Nomad (cashback de boas-vindas).
App útil: XE Currency (conversões de +180 moedas; funciona offline após carregar cotações). É um dos aplicativos que mais utilizo na viagem.
A questão do IOF é um capítulo à parte. Por isso é importante manter-se informado no momento em que for montar sua estratégia financeira para a viagem. Recomendo a leitura do artigo ( STF restabelece aumento do IOF – veja como afeta brasileiros na Europa) do site eurodicas.com.br.
Resumo da situação em 21/08/25:
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Cartão x dinheiro vivo: hoje ambos pagam 3,5% de IOF; escolha pelo câmbio e tarifas (spread) do emissor/casa de câmbio e por segurança.
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Conta global: se você carrega a conta convertendo de reais, paga 3,5% na carga; gastar em dólar depois não tem IOF adicional (já foi cobrado na conversão). Se trazer dinheiro de volta ao Brasil, a operação de entrada costuma ser 0,38%. Verifique custos adicionais e o câmbio do seu banco/fintech.
Resumo do capítulo
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Defina uma meta clara (quem/onde/quando/origem)
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Levante recursos necessários (R$ e milhas)
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Cote em várias fontes e compare com resgates
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Estabeleça datas-limite por item + calendário de milhas
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Mapeie recursos disponíveis e metas de acúmulo mensal
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Crie ações, prazos e responsáveis
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Use compras bonificadas, bônus de transferência, cartões que pontuem bem, programas de hotéis e cashback
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Preferencialmente pague um item com um único programa
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Use conta global no débito + espécie + crédito para cauções
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