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100% conectado na viagem

por Kleber Veloso
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Esse artigo é um resumo do capítulo 14 do meu Guia de Planejamento de Viagens. Caso ainda não tenha o seu exemplar, baixe aqui gratuitamente e acesse todas as estratégias e dicas para montar o planejamento completo da sua próxima viagem.

Resumo: conexão não é luxo

É segurança, mobilidade e agilidade para resolver pepinos – como voo cancelado – e tocar o roteiro.

Ainda que seja nosso desejo de dar aquela desligada de vez em quando, ficar 100% desconectado é algo praticamente impossível, principalmente se estamos viajando. Digo isso porque muito do nosso planejamento está baseado em utilizar informações e aplicativos que dependem de uma conexão com a internet.

1. Por que conexão importa

Seja para locomover no destino, utilizar os ingressos nas atrações, postar uma foto, acionar o seguro, entre outras atividades, ter acesso à internet não é um luxo de quem viaja e sim um item que trás conforto e, principalmente, segurança ao viajante.

Em uma das nossas viagens a Europa, tivemos um voo cancelado antes de chegarmos ao nosso destino final. As opções dadas pela cia aérea eram: alterar nosso voo para 9 dias depois ou arcarmos com os custos e solicitar o reembolso.

Esse fato nos forçou a agir rápido para prosseguirmos a viagem. Tivemos que pesquisar e comprar passagens para o dia seguinte, e também reservar um hotel para passarmos a noite em Paris.

Sem acesso à internet naquele momento, resolver a situação seria no mínimo mais demorado, além de poder atrasar ainda mais nossa viagem.

Exercitando: Pense como seria sua rotina diária sem internet? É possível passar um dia inteiro sem estar conectado? Visualize agora as atividades que deseja fazer na viagem. Há algo que a conexão com a internet pode ajudar a realizá-la mais facilmente ou você consegue fazer tudo sem estar conectado?

Creio que sua resposta é não e não preciso me esforçar muito para você entender isso, não é verdade?

Seja por segurança, para fluir mais facilmente no roteiro, realizar pagamentos sem precisar levar muito dinheiro vivo, ter toda documentação à mão, se manter conectado com familiares ou com o trabalho, dentre inúmeras outras situações, estar conectado atualmente não é nem um pouco luxo, mas algo imprescindível para assegurar a manutenção da nossa rotina.

2. As principais formas de se manter conectado

1) Wi-Fi grátis

É a maneira mais econômica de se manter conectado, pois não há custos envolvidos.

  • Onde tem: aeroportos, hotéis, cafés, shoppings, atrações.
  • Prós: zero custo; ótimo para redes sociais e backup de fotos.
  • Contras: mobilidade zero (você fica preso ao local) e risco em redes abertas.
  • Use quando: está parado (hotel/restaurante) e não precisa de dados na rua.
  • Dica de segurança: evite login sensível; se possível, use VPN e “compartilhar senha via QR” no iOS/Android em vez de digitar credenciais.

2) Wi-Fi pago (hotspots)

É uma área específica em que é fornecido acesso à internet sem fio para dispositivos móveis habilitados para Wi-Fi. Estas áreas são geralmente configuradas em locais públicos, como cafés, aeroportos, praças, parques, bibliotecas, entre outros.

  • O que é: pontos de acesso pagos em locais públicos.
  • Prós: costuma ser mais estável/rápido que o gratuito.
  • Contras: mesma limitação de mobilidade.
  • Use quando: precisa subir/baixar arquivos grandes por pouco tempo e está num aeroporto/estação.

3) Seu plano pós-pago com roaming internacional (Claro/Tim/Vivo)

Antigamente era muito caro utilizar roaming internacional das operadoras nacionais (Vivo, Tim, Claro, Algar, etc.).

Hoje a Claro, a Tim e a Vivo possuem planos mais atrativos para seus clientes pós-pagos.

  • Como funciona: você usa sua linha do Brasil fora do país.
  • Prós: comodidade máxima (chega e funciona); mantém seu número para bancos/2FA.
  • Contras: pode sair caro sem pacote; franquias diárias variam por país/operadora.
  • Notas rápidas do que você descreveu:
    • Claro/Tim: franquia vinculada ao seu plano do Brasil (compartilha dados entre as linhas).
    • Vivo: franquias diárias por região/país (pode ser limitada em alguns destinos).
  • Use quando: quer simplicidade e seu plano cobre bem os países da viagem.
  • Links para planos disponíveis:
  1. https://www.claro.com.br/celular/pos/passaporte
  2. https://www.tim.com.br/para-voce/cobertura-e-roaming/roaming-internacional
  3. https://vivo.com.br/para-voce/produtos-e-servicos/para-o-celular/roaming-internacional

4) Operadora local no destino (chip físico ou eSIM local)

Funciona igual a comprar um chip pré-pago aqui no Brasil. Ao chegar ao país, deve ir até um local de venda para comprar o chip (físico ou virtual) e créditos para habilitar a linha.

  • Como funciona: você compra um pré-pago local ao chegar.
  • Prós: geralmente melhor custo/benefício e boa velocidade.
  • Contras: demanda tempo para encontrar loja, cadastro/homologação em alguns países; se chegar à noite, pode estar tudo fechado.
  • Use quando: vai ficar mais tempo em um país ou tem tempo/energia para resolver na chegada.
  • Europa: muitas operadoras incluem roaming europeu no mesmo chip — checar lista de países cobertos.
  • EUA/Am. do Sul: muito fácil encontrar; já usei T-Mobile/AT&T e funcionou bem.

5) Chip internacional / eSIM global

O chip internacional é semelhante a sua linha aqui no Brasil, podendo ser um cartão SIM pré-pago ou um chip virtual, o eSIM. Os pacotes ofertados geralmente são para um período de tempo, normalmente em dias e uma quantidade de dados – franquias. A depender do pacote contratado, você poderá, por exemplo, acessar a internet, fazer/receber ligações e enviar/receber mensagens SMS.

  • Como funciona: compra antecipada (físico ou eSIM), chega já funcionando no desembarque.
  • Prós: conveniência + mobilidade em múltiplos países; não troca chip (eSIM); evita fila/loja.
  • Contras: preço costuma ser um pouco maior que operadora local; países com cobertura e franquias variam por empresa.
  • Quando vale a pena: roteiros com vários países (ex.: Tunísia/Andorra/Malta/Mônaco + Europa continental), conexões curtas e pouco tempo para procurar loja de operadora local.

3. Avaliação de chips internacionais – Comparativo

A tabela abaixo resume uma pesquisa em diversos fornecedores de Chips Internacionais. Clique na imagem para ampliar a tabela.

Observe os valores de um pacote de dados em algumas empresas que operam aqui no Brasil. Pesquisei um plano de 15 dias, para a Europa, com franquia mínima de 500mb por dia, utilizando chip físico e eSIM. Somente a empresa Airalo não possui chip físico, sendo cotado somente o valor para o chip virtual.

Seis empresas apresentam os valores em Dólares e duas em Reais. Para comparar na mesma moeda, utilizei a cotação de R$ 5,62 por dólar.

Minhas recomendações (em verde) baseiam-se no preço + avaliação dos usuários (Reclame Aqui – bom ou ótimo).

Recomendo que você acesse os sites das empresas incluídas na tabela e faça suas cotações. Acesse aqui a lista de todos os sites.

Caso deseje saber como escolher o melhor chip internacional, clique aqui e baixe gratuitamente o Guia para Planejamento de Viagens. Nele você também terá acesso a explicações e todo o passo-a-passo das principais ferramentas, estratégias e dicas para você planejar cada item da sua viagem.

4. Segurança digital – 5 hábitos que salvam sua viagem online

1) Evite redes abertas para logins bancários
Wi-Fi público é loteria. Serve pra ver mapa e checar um restaurante, não pra banco. Precisa mesmo acessar a conta? Use sua rede móvel ou espere chegar a um Wi-Fi confiável (hotel) e, ainda assim, com proteção extra.

2) Use VPN em Wi-Fi público
Sem VPN, qualquer um na mesma rede pode “bisbilhotar” seu tráfego. Com VPN, sua conexão vira um “túnel” criptografado. Abra o app, conecte e só então navegue. Regra de bolso: Wi-Fi público = VPN ligada. Eu sempre utilizo nas minhas viagens a Proton VPN.

3) Prefira hotspot do seu celular (e desligue depois)
Vai conectar o notebook rapidinho? Melhor compartilhar a sua própria internet do que usar o Wi-Fi do café. Termine a tarefa e desative o hotspot — além de economizar bateria, você evita que estranhos se pendurem na sua rede.

4) Ative bloqueio de SIM e PIN do aparelho
Se roubarem/perderem o telefone, o ladrão não deveria sair usando sua linha. Habilite PIN do SIM e bloqueio por biometria. Assim, sem o código, a linha não autentica nada (adeus fraudes por SMS).

5) Monitore o consumo para não estourar a franquia
No iOS/Android dá pra ver quais apps mais comem dados. Ative alertas, desative atualizações automáticas na rede móvel e deixe uploads pesados pro Wi-Fi. Lembre-se: estouro de franquia = internet lenta ou conta salgada.

5. Comparativo rápido

Avalie: 

  • Vai cruzar fronteiras? eSIM internacional.

  • Vai ficar num país só e tem tempo na chegada? chip local.

  • Quer 0 atrito e precisa do seu número BR ativo o tempo todo? roaming do pós-pago.

  • Independente da escolha: use Wi-Fi do hotel pra uploads, baixe mapas offline e deixe um plano B (eSIM extra ou loja física local mapeada).

Meus “presets” favoritos

Aqui é minha estratégia quando viajo. Como tenho em casa um combo da Claro (internet, celulares e TV), sempre habilito um plano internacional (Passaporte Américas, Europa ou Mundo). Caso algum país visitado não tenha disponibilidade, compro um eSIM da Airalo (já utilizei o chip físico da America Chip e fui muito bem atendido) para os dias que visitarei o local e, para reduzir o consumo dos dados disponíveis, sempre utilizo a internet da hospedagem com o uso de VPN da Proton.

  • Conveniência total: Roaming (primário) + eSIM reserva + Wi-Fi do hotel.

  • Custo otimizado: Chip local (primário) + Wi-Fi do hotel + mapas offline.

  • Multi-país inteligente: eSIM internacional (primário) + número BR só pra SMS/2FA + Wi-Fi pra uploads.

Moral da história: misture. Use uma opção pra te manter sempre online e outra pra baratear (Wi-Fi), com um plano B engatilhado. Essa combinação dá liberdade, evita perrengue e segura a conta.

6. Conclusão

No fim das contas, ficar conectado na viagem não é sobre ter “mais internet”, é sobre ter escolhas: combinar o que dá mobilidade (roaming, chip local, eSIM) com o que reduz custo (Wi-Fi do hotel), manter um plano B engatilhado (eSIM reserva ou loja mapeada) e seguir boas práticas de segurança (VPN em Wi-Fi público, nada de banco em rede aberta, hotspot só quando precisar, PIN do SIM e olho no consumo). Para roteiros multi-país, eSIM internacional + seu número BR ativo para SMS/2FA; para um país só, chip local; para zero atrito, roaming do pós-pago — e sempre usar o Wi-Fi confiável para uploads pesados.

Conecte-se para resolver o que importa e desconecte-se para viver o que te trouxe até ali. Essa mistura é o que transforma perrengue em plano e viagem em história boa.

 

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